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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
MATERIASDETEOLOGIA.COM: OS DOIS CONSTRUTORES - por Leonardo Dâmaso
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
RobérioOliveiraEDUCAÇÃO FÍSICA.2014: LEVANTA-TE E DESCE A CASA DO OLEIRO
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
domingo, 2 de março de 2014
GRANDES HOMENS DA HISTORIA
POS. NOME INFLUÊNÇIA
1 Maomé
islamismo, política
2 Isaac Newton
ciências (leis do movimento, ótica, cálculo integral etc.)
3 Jesus
cristianismo
4 Buda
budismo
5 Confúcio
confucionismo, filosofia
6 Paulo de Tarso
difusor do cristianismo
7 Ts'ai Lun
invenção do papel
8 Johannes Gutenberg
desenvolvimento de tipos móveis e a prensa de impressão
9 Cristóvão Colombo
descoberta da América, "que marca início da exploração e colonização do Novo Mundo"
10 Albert Einstein
física moderna (teoria especial da relatividade, teoria geral da relatividade etc.)
11 Louis Pasteur
medicina
12 Galileu Galilei
ciências (desenvolvimento do método científico, expressão de experimentos em fórmulas matemáticas, lei da inércia etc.)
13 Aristóteles
ciências, filosofia, lógica etc.
14 Euclides
matemática, Os Elementos
15 Moisés
religião judaica, suposto autor da Torá e suposto líder do Êxodo do Egito
16 Charles Darwin
ciências (teoria da evolução, entre outras)
17 Shih Huang Ti
imperador e unificador da China
18 César Augusto
1º imperador e fundador do Império Romano
19 Nicolau Copérnico
"pai da astronomia moderna"
20 Antoine Lavoisier
química, física
21 Constantino I
política, religião (adoção e difusão do cristianismo, unificação do Império Romano etc.)
22 James Watt
aperfeiçoamento de máquinas a vapor
23 Michael Faraday
física, química (eletricidade, eletromagnetismo etc.)
24 James Clerk Maxwell
física (eletricidade, magnetismo etc.)
25 Martinho Lutero
principal responsável pela Reforma protestante
26 George Washington
líder da independência dos Estados Unidos e primeiro presidente do país
27 Karl Marx
com Friedrich Engels, socialismo, política, filosofia, entre outras
28 Orville Wright e Wilbur Wright
inventores do avião
29 Gengis Khan
conquistas militares
30 Adam Smith
desenvolvimento da teoria econômica
31 Edward de Vere, 17º conde de Oxford
creditado que seja o autor das obras literárias de William Shakespeare
32 John Dalton
química, física e meteorologia (teoria atômica moderna, entre outras)
33 Alexandre, o Grande
conquistas militares
34 Napoleão Bonaparte
conquistas militares, política
35 Thomas Edison
inventor
36 Antoni van Leeuwenhoek
cientista, descobridor dos micróbios, entre outros
37 William T. G. Morton
principal inventor e divulgador da anestesia
38 Guglielmo Marconi
física, inventor do rádio
39 Adolf Hitler
política
40 Platão
filosofia, política, religião
41 Oliver Cromwell
"principal responsável pelo estabelecimento final da democracia parlamentar na Inglaterra"
42 Alexander Graham Bell
inventor do telefone
43 Alexander Fleming
descobridor da penicilina
44 John Locke
filosofia, política
45 Ludwig van Beethoven
música
46 Werner Heisenberg
física
47 Louis Daguerre
inventor da fotografia
48 Simón Bolívar
líder da independência de países sul-americanos
49 René Descartes
filosofia, física
50 Michelangelo
escultura, pintura e arquitetura
51 Papa Urbano II
convocação da primeira Cruzada
52 Omar
expansão dos domínios muçulmanos
53 Asoka
imperador e líder religioso
54 Agostinho de Hipona
religião, filosofia
55 William Harvey
medicina (circulação sanguínea, função do coração etc.)
56 Ernest Rutherford
física nuclear
57 João Calvino
religião, política
58 Gregor Mendel
genética
59 Max Planck
física quântica
60 Joseph Lister
introdução de medidas antissépticas na cirurgia
61 Nikolaus August Otto
inventor do primeiro motor de combustão interna de quatro tempos
62 Francisco Pizarro
líder militar da conquista do Império Inca
63 Hernán Cortés
líder militar da conquista do México
64 Thomas Jefferson
política
65 Isabel I de Castela
com Fernando de Aragão, unificação da Espanha, patrocínio de explorações as Américas (como a de Cristóvão Colombo) etc.
66 Josef Stalin
política
67 Júlio César
política, conquistas militares
68 Guilherme I de Inglaterra
conquistas militares
69 Sigmund Freud
psicanálise
70 Edward Jenner
técnicas de vacinação contra a varíola
71 Wilhelm Conrad Rontgen
descobridor dos raios X
72 Johann Sebastian Bach
música
73 Lao Tsé
religião, filosofia
74 Voltaire
política, filosofia
75 Johannes Kepler
astronomia
76 Enrico Fermi
física, projetor do primeiro reator nuclear
77 Leonhard Euler
matemática, física
78 Jean-Jacques Rousseau
política, filosofia
79 Nicolau Maquiavel
política, filosofia
80 Thomas Malthus
economia, demografia
81 John F. Kennedy
político responsável pelo programa espacial Apolo
82 Gregory Goodwin Pincus
papel principal no desenvolvimento da pílula anticoncepcional
83 Mani
maniqueísmo
84 Lenin
política
85 Sui Wen-Ti
responsável pela reunificação da China
86 Vasco da Gama
explorador
87 Ciro II
fundador do Império Persa
88 Pedro I da Rússia
política, economia russa
89 Mao Tsé-Tung
política
90 Francis Bacon
filosofia, ciências
91 Henry Ford
introdução de técnicas de produção em massa na indústria moderna
92 Mêncio
filosofia
93 Zoroastro
zoroastrismo
94 Isabel I de Inglaterra
política, economia
95 Mikhail Gorbachev
política
96 Menés
unificador do reino egípcio
97 Carlos Magno
política
98 Homero
literatura, poesia
99 Justiniano I
Código Justiniano
100 Mahavira
jainismo
TODOS ESSES HOMENS TEM UM LEGADO NA HISTÓRIA,PORÉM NENHUM DELES SE COMPARA COM O NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO(O ÚNICO QUE VIVE E REINA PARA TODO SEMPRE)
EV.ROBÉRIO OLIVEIRA
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): TEC.DE REDAÇÃO.
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): TEC.DE REDAÇÃO.: Separamos as técnicas de redação em 3 pontos para facilitar o processo de aprendizagem. I - NARRAÇÃO Narrar é contar um fato, um episódio;...
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): ESPIRITUAL X NATURAL
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): ESPIRITUAL X NATURAL: EV.ROBÉRIO OLIVEIRA “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.” (João 3.6) Nosso Senhor nos dá em poucas p...
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): SEMEANDO O QUE PLATOU
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): SEMEANDO O QUE PLATOU: Semeadura e Colheita O que precisamos fazer para acontecerem os sinais e o mover poderoso do Espírito Santo em nosso meio? Urge...
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): O PERDÃO
MINISTÉRIO ATLETAS DE CRISTO(Ev.Robério Oliveira): O PERDÃO: O Perdão Anísio Renato de Andrade O perdão é, basicamente, a dispensa do pagamento de uma dívida. Esse é o sentido mais natural e aplic...
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
PROVISÃO DE DEUS NO DESERTO
PROVISAO DE DEUS NO DESERTO
( 723 visitas )
Publicado em: 24/7/2013
Por: Ev. José Robério
Igreja Batista Betel - Rio Real - BA
roberiooliveira07@homail.com
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A PROVISÃO DE DEUS NO DESERTO
Texto. Ex.16:1-10
Introdução
Continuando nossa série de estudos doutrinários no tema: A CAMINHADA DO POVO DE DEUS NO DESERTO; hoje estudaremos A PROVISÃO DE DEUS NO DESERTO, veremos que Deus cuida dos seus filhos não só na vida espiritual, mas também na material, basta deixarmos o Egito e enfrentar o deserto na dependência dele.
I- DEUS MANDA O MANÁ – EX.16:1-10
1- O comportamento dos murmuradores V.3; Nm.11:4,5
A- O mau da murmuração v.7; I Sm.8:7
2- A lei do maná v.4,31,35
A- A qualidade do maná Sl.78:24,25
B- Uma porção para cada dia v.19,20
C- Na sexta apanhar o dobro v.5,24
3- Jesus é nosso maná Jo.8:31-35
II- DEUS MANDA CARNE – EX.16:11-32
1- Porque a carne V.12
2- De onde veio a carne v.13; Nm.11:31
3- A quantidade de carne Nm.11:32
A- Nosso Deus é grande Sl.86:10
4- O perigo da murmuração Nm.11: 33,34
III- DEUS MANDA ÁGUA – EX.17:1-6
1- Na hora das dificuldades, Deus fala a Moisés Nm.20:7
2- O segredo para acontecer o milagre Nm.20:8ª
3- Falai a rocha Nm.20:8b; Sl.105:10,41
A- Deus tem sua maneira de agir Is.43:13; Zc.4:6
4- O erro de Moisés Nm.20:10,11
A- Ser levado pela emoção I Cor.10:4,5
B- Desobedecer ao Senhor I Sm.15:22
C- A conseqüência foi grande Nm.20:12; Dt.4:21; 34:4
Conclusão
Assim como o povo de Deus no deserto, foi cuidado pela provisão de Deus, A Igreja também pode, basta confiarmos no Senhor e obedecermos a ele.
3 verdades de um vencedor
TRÊS VERDADES DE UM VENCEDOR
( 906 visitas )
Publicado em: 3/8/2013
Por: Ev. José Robério (teólogo e conferencista)
Igreja Batista Betel - Rio Real - BA
roberiooliveira07@hotmail.com
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TRÊS VERDADES DE UM VENCEDOR
Primeira verdade: (João 11:41) Agradecer antes de a benção chegar
Lázaro estava morto.
Mas Jesus já estava dando graças a Deus pela ressurreição dele. O milagre ainda não tinha acontecido, mas Jesus já agradecia a Deus pelo milagre. A primeira verdade que temos que entender é que não temos que viver pelo que vemos mas por aquilo que cremos.
Temos que profetizar a vitória, o milagre mesmo antes de ele vir. Sabe aquela conversa de que não se deve cantar vitória antes da hora? Para o crente é o contrário: Deve-se sim cantar vitória antes da hora antes que ela aconteça. Jesus cantava vitória antes da hora, Ele agradecia a Deus pela ressurreição de Lázaro ainda quando este estava morto. O diabo quer que lamentemos, ele quer que fiquemos tristes, quer que fiquemos chorando, cabisbaixo, depressivos diante do problema, mas faremos ao contrário nós agradeceremos a Deus pelo milagre, pela benção, pela volta por cima, pela libertação, pela cura, mesmo antes de chegarem.
Segunda verdade: Por mais que você não veja, Deus está trabalhando.
Moisés com mais de 2 milhões de Hebreus se depara com o Mar Vermelho. Logo atrás vinha Faraó armado até os dentes para matá-los. E diante daquela situação sendo questionado por todos Moisés diz: Fiquem tranqüilos porque Deus vai nos dar vitória! Quando Moisés pega o cajado o inferno já estava torcendo para o mar não se abrir, satanás torcendo para o mar não se abrir, os inimigos de Moisés dizendo que ele os tinha trazido até lá para que morressem naquele deserto. Então Moisés toca nas águas mas nada acontece.Os hebreus então começaram a questionar a autoridade de Moisés perguntando aonde estava o Deus dele.
A Bíblia diz que Moisés estava no ocidente e quando ele toca nas águas Deus sopra um vento do oriente e o mar veio se abrindo de lá para cá. Talvez você está tocando hoje e não está vendo acontecer nada mas Deus já está lá na frente liberando a benção,liberando a vitória, liberando o milagre. Talvez diante dos seus olhos não está acontecendo nada mas Deus está lá na frente, a benção virá de lá para cá,do oriente para o ocidente. Deus já está lá na frente cuidando de tudo para você.
Terceira verdade: (Is. 14:24) O que você pensar vai acontecer, o que determinar se tornará realidade
Em Isaías 14;24 Deus vira para o povo e fala: Se preparem porque da maneira que estiverem pensando Eu vou fazer acontecer em suas vidas. Você é o resultado daquilo que pensa e daquilo que determina. O que você está vivendo hoje é aquilo que você determinou ontem. Você é do tamanho da sua visão, e o que determina se tornará realidade, seus inimigos vão ter que ver seu sucesso.
O TOQUE DE FÉ
FÉ EM MEIO A MULTIDÃO
Texto: Lucas 8:40-56
Em primeiro lugar é essencial deixar registrado que os milagres narrados pelos apóstolos têm a função primeira de levar os homens a crerem que Cristo é o Filho de Deus. Vamos ler o texto abaixo:
“Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” ( Jo 20:30 -31).
Estamos diante de uma mulher que vivia um drama em sua vida. Vamos avaliar o seu sofrimento e os passos dados para superar e vencer o flagelo de longos 12 anos de sua vida.
1. QUE TIPOS DE SOFRIMENTOS FAZIAM PARTE DA VIDA DAQUELA MULHER: leia Lv 15.15
Sofrimento físico, emocional, espiritual.
1. Ela foi isolada do convívio familiar
2. Sofreu a descriminação social
3. Religioso, era impedida de ir ao templo para adorar.
2. ELA JÁ TINHA TENTADO TUDO PARA RESOLVER SEU DRAMA.
Procurou médicos e investiu dinheiro em seu tratamento. V.43
3. UMA ESPERANÇA BROTA EM SEU CORAÇÃO. V.44
Esta mulher já tinha dado “tiros” para todos os lados, depositado sua fé em muitas coisas, médicos, talvez curandeiros, gastou dinheiro, colocou sua esperança nestes investimentos e, quando não parecia haver solução, ela ouve falar de Jesus. Em Marcos 5.27, há o seguinte registro “Tendoouvido a fama de Jesus, vindo por trás Dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste.
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Romanos 10:17
4. DIANTE DO SEU DRAMA ELA FOI EM DIREÇÃO A JESUS NÃO SE IMPORTANTO COM OS ABSTÁCULOS.
Ela creu, colocou sua esperança naquele toque, traçou um plano simples e arriscado para uma mulher em sua condição, entrando e esbarrando na multidão conseguiu tocar nas vestes de Jesus.
5. A FÉ GEROU EXPECTATIVA EM SEU CORAÇÃO. (cura)
A fé gera expectativa no coração. O personagem central deste texto é a pessoa de Jesus, Nele devemos ter fé e colocar nossa expectativa, pois o Filho de Deus tem poder para nos dar a vida eterna, nos curar e transformar o nosso ser.
A ausência de expectativa pode ser um termômetro que indica que estamos nos distanciando do Senhor e da vida pela fé por Ele proposta. Quando isto acontece nos tornamos frios e insensíveis diante de sua palavra exposta e podemos trilhar o caminho perigoso da religiosidade desprovida de vida em Cristo, o mestre, salvador e SENHOR.
6. EM MEIO A MULTIDÃO UMA MULHER CHAMOU A ATENÇÃO DE JESUS.
Quem me tocou? Pergunta estranha de Jesus, pois era tocado o tempo todo pela multidão, mas é também reveladora. Hoje temos uma multidão de gente declarando sua fé em Jesus e dizendo caminhar com Ele. Mas a pergunta que devemos fazer é: Quantos de fato têm exercido fé nesta aproximação? Quantos têm chamado a atenção de Jesus pela sua fé? Quantos têm desfrutado de um relacionamento curador e restaurador com Ele? Que está célula seja composto de gente de fé, capaz de ver os milagres do Senhor, mesmo quando eles ainda não são visíveis.
7. MAIS DO QUE A CURA
“Filha, a tua fé te salvou, vai-te em paz. V.48
Jesus a chama de filha ( João 1.12) a tua fé (Efésios 2.8) te salvou ( Mateus 1.21)vai em paz (Rm 5.1)
Quando caminhamos com Jesus, mesmo quando alguns milagres não aconteçam, a fé nos impulsiona a continuar, a perseverar a ira adiante porque: “Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. Hebreus 10:38
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
CRISTOLOGIA
O QUE CRISTO É PARA OS CRENTES
III. SANTIFICAÇÃO
“o qual para nós foi feito por Deus . . . santificação” I Cor 1:30
Antes de estarmos em Cristo não tínhamos a santidade que é a glória de Deus (Rom 3:23; Efés 2:12, “sem Deus”). O nosso coração enganoso (Jer 17:9) levou a nossa imaginação a fabricar pensamentos que eram continuamente maus(Gên. 6:5). De tal coração procedeu nossas obras más (Mat. 15:19; Col. 1:21). Deus julga o homem pelas suas obras (Ecl. 12:14) e sendo assim, o homem não tem esperança. Essa é a condição do homem sem Cristo.
“Não há santo como o SENHOR” (I Sam 2:2). A santidade de Deus nem mesmo a eternidade toda pode contar por completo (Isa 6:1-4; Apoc 4:1-8) e é a iluminação suficiente do céu para sempre (Apoc 22:5). A glória de Deus é tão maior que a do homem que se a glória de Deus fosse revelada ao homem na sua plenitude, o homem morreria (Êx 33:18-23; I Tim 6:16). Assim é Deus.
Cristo faz a diferença no relacionamento entre Deus e o homem. Note que o ponto fundamental deste relacionamento é uma pessoa - Cristo - e não um homem ou uma obra de um homem qualquer. Cristo, sem pecado veio a ser feito pecado (II Cor 5:21) no lugar do homem. Dessa forma, morreu a seu tempo pelos pecadores (Rom 5:8) mas ressuscitou para a justificação dos pecadores (Rom 4:25) e assim vive para sempre e intercede pelos pecadores que chegam a Deus por Ele (Heb 7:25).
A beleza de Cristo é o pecador, pela fé, obediente ao mandar de Deus crer em Cristo, buscando o perdão de Deus pela morte de Cristo (Apoc 1:5) tornando-se diante de Deus santo, lavado, puro e aceitável (Efés 1:6). Cristo é a nossa santificação. Ele tem tornado a sua?
A. Temos Acesso a Deus
“Porque por Ele ambos temos acesso ao pai em um mesmo Espírito.” Efésios 2:18
Por Cristo o pecador arrependido torna-se um com Deus (Efés 2:13-18) e por esta nova comunhão harmoniosa com Deus, há acesso de um para com o outro (Efés 2:19-22). Em todos os momentos ou em qualquer lugar, temos a presença de Deus (Sal 139:1-10) e podemos comungar e nos comunicar com Ele. Este acesso para com Deus, pela fé, pode ser com “ousadia e com confiança” (Efés 3:12; Heb 4:14-16) lembrando que o acesso a Deus é baseado na obra do nosso Senhor Jesus Cristo (Rom 5:1,2) e não em qualquer obra que tenhamos feito.
Pratique continuamente esta comunhão para com Deus até que Deus peça a você (I Tess 5:17) para usar o acesso a Deus que temos por Cristo para conhecer o conforto, a ajuda e paz de seu Deus.
B. Temos a presença do Espírito Santo
“... o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós...” I Cor 6:19
O Fato de termos o Espírito Santo - I Cor 6:19,20; II Cor 6:14-18 pois se alguém não tem o Espírito Santo, este tal não é de Deus - Rom 8:9.
O Efeito de ter o Espírito Santo é:
todas as coisas cooperarem para o bem - Rom 8:26-28,32
podemos ser confiantes da salvação - Rom 8:16 (por isso não precisamos sinais exteriores para nos convencer continuamente. )
somos conscientes da grandeza da salvação - I Cor 2:12-16
Cristo é testificado a nós - João 14;26; 15:26
temos uma consciência sensível ao pecado - João 16:8-11· somos consolados - João 16:7 somos guiados em toda a verdade - João 16;13; Rom 8:14
somos levados a agradar a Deus - Rom 8:26-30
A Beleza de Cristo é Ele ser a nossa santificação pela obra do Espírito. O Espírito testifica de Cristo, a nossa santificação. Essa santificação se dá pela obra do Espírito em Cristo. Estando em Cristo, o Espírito Santo testifica mais de Cristo a nós para uma santificação continua. O Espírito Santo sempre testifica de Cristo, e isso nos traz mais e mais a santificação . . . e assim para sempre num círculo abençoado.
C. Somos Diferentes do Mundo
“Vós sois a luz do mundo. . .” Mateus 5:14
Sendo regenerados recebemos uma nova natureza (II Cor 5:17; Rom 12:2; Tito 3:5). Essa nova natureza cresce mais e mais “para o conhecimento, segundo a imagem dAquele que a criou” (Col. 3:10; II Cor 4:16). Ela renova o crente para que ele seja uma pessoa com hábitos, ânimos, desejos e estilos que mostrem mais a maneira de Deus. Mesmo a nova natureza automaticamente nos levando ao crescimento, continua existindo a responsabilidade do homem que é se despojar dos traços do velho homem e para tal diz a Bíblia: “renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade (Efés 4:23,24). A presença da nossa natureza que há em nós dá-nos o desejo de deixarmos os traços do velho homem (Fil. 2:13).
Deixando a velha vida para viver “verdadeira justiça e santidade” (santificação) a nova natureza nos separará do velho mundo. Nós nos tornamos diferentes. Nós nos tornamos mais gloriosos, mais justos, mais verdadeiros e mais santos. Somos diferentes, melhores e com boa recompensa (Mat. 19:29,30).
As diferenças que temos por sermos de Cristo são:
Não somos mais trevas, somos luz - I Ped 2:9; Mat. 5:14
Não somos mais estrangeiros, somos povo de Deus - I Ped 2:10
Não temos mais a ira de Deus (João 3:36), temos alcançado misericórdia - I Ped 2:10
Não somos mais parte da destruição do mundo, somos o sal (preservação) da terra - Mat. 5:14
Não somos presos ao curso deste mundo (II Tim 2:26), somos transformados Rom 12:2; Efés 5:6-11; I João 4:4.
Não somos participantes do julgamento final (Apoc 20:11-15), pois Cristo livrou-nos da “ira futura” (I Tess 1:10), apareceremos somente no julgamento de Cristo (Fil. 2:16; I Cor 3:13-15) e ficaremos para sempre com Deus (I Tess 4:13-18)
Vendo essas bênçãos podemos ver a gloriosa beleza de Cristo, tendo Cristo temos o Espírito e tendo o Espírito somos santificados mais e mais. Em sua vida, você pode ver essa operação divina levando-o a ser mais responsável com seus deveres diante de Deus?
E. Temos Esperança
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Provérbios 4:18.
O que Deus criou em nós por Cristo pela operação do Espírito Santo nos torna maiores “segundo a imagem dAquele que nos criou” (Col. 3:10). O propósito da santificação é nos tornarmos conforme a imagem de Cristo (Rom 8:28,29). A santificação termina com a glorificação (Rom 8:30). O processo é gradual e contínuo e opera em nós pelo Espírito Santo através da Palavra de Deus (Sal 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; I Ped 2:2). Tendo essa mudança vemos que ficamos diferentes cada vez mais. Estamos verdadeiramente deixando a carne com as suas concupiscências (I João 2:16) para sermos aperfeiçoados à imagem de Cristo (Rom 8:29, “para serem conformes à imagem de seu Filho”). Essa mudança contínua dá nos esperança por estarmos sendo aperfeiçoados (Fil. 1:6).
Através do Espírito Santo, sabemos da nossa relação primeiramente com Deus (“ensinará todas as coisas” João 14:26). O Espírito Santo é que faz com que esse relacionamento seja continuamente real a ponto de termos intimidade com o Deus Pai (Rom 8:15, “mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”). Essa intimidade dá nos a esperança de que tudo terminará realmente como a Bíblia verdadeiramente nos revela. O Espírito Santo testifica-nos que se começamos com Ele, terminaremos com Ele, pois somos feitos conforme a sua imagem (Rom 8:29, Cristo foi o “primogênito” e nós O seguimos, até a última hora quando seguiremos para o céu - I Cor 15:20-23).
Quanto mais se pode cultivar a sensibilidade dessa intimidade com Deus pai em obediência a tudo que Cristo tem nos mandado pela obra do Espírito Santo melhor para o nosso conforto e paz na santificação. A nossa obediência à Palavra de Deus em amor e fé é um meio pelo o qual essa santificação opera em nossas vidas (Rom 6:19). Teremos mais esperança aqui e agora enquanto estamos sendo santificados para aquele dia. É uma beleza Cristo ser a nossa santificação pois nos tornamos mais e mais como Ele para a glória de Deus!
Você tem Cristo? Tem a obra do Espírito Santo o levando mais e mais à imagem de Cristo? Há efeitos visíveis na sua vida da operação da santificação? Oração, leitura Bíblica, obediência à Bíblia, fé, amor de Deus, etc. , estão mais evidentes? Ser santificado como Cristo é uma beleza. Uma beleza de Cristo.
Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
CRISTOLOGIA
O QUE CRISTO É PARA OS CRENTES
II. SABEDORIA
"Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" Col. 2:3
O homem natural, sem Cristo, tem um problema constante por lhe faltar a sabedoria. Essa falta contínua faz dele um ignorante de sua falta de sabedoria e ele vive como se não lhe faltasse nada. Jeremias disse que o coração é tão enganoso que nenhum homem o pode conhecer (Jer 17:9). O coração do homem engana o próprio homem, dono do coração, para que ele não perceba que foi levado a tolice. As coisas de Deus, para o homem natural, "parecem loucura" e este "não pode entendê-las, porquê elas se discernem espiritualmente" (I Cor 1:23; 2:14). Mesmo o homem pudesse ver a sua situação não desejaria sair dela pois ele, na carne, não pode se sujeitar à lei de Deus (Rom 8:7,8). Mesmo que o homem pudesse sair da sua ignorância ele não desejaria pois o homem natural realmente está preso aos laços do diabo (II Tim 2:26) e com o seu entendimento cegado (II Cor 4:4).
Deus é diferente do homem pois para Ele não há limitações (Rom 11:33-36). A Bíblia descreve o SENHOR como tendo a lei perfeita, testemunho fiel, preceitos retos, mandamento puro, temor limpo e juízos verdadeiros juntamente justos (Sal 19:7-9).
Devido a regeneração em Cristo através do Espírito Santo (Tito 3:5) vêm uma operação de Deus que dá ao homem uma nova natureza (II Cor 5:17), pela qual o homem discerne bem a tudo (I Cor 2:15), pois recebemos um "entendimento para conhecemos o que é verdadeiro" (I João 5:20).
Cristo é como os eleitos de Deus com "sabedoria, e justiça e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor." (I Cor 1:30,31). Todos os tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos em Cristo. (Col. 2:3; Lu 2:40). Essa beleza ilumina o conhecimento da glória de Deus (II Cor 4:6). Tendo Cristo possuiremos a beleza da sua sabedoria que produz os seguintes efeitos na vida do crente.
A. Preenche a nossa falta de sabedoria
Enquanto estivermos nesse corpo de carne teremos problemas com a nossa velha natureza e com a falta de sabedoria gerada pela carne (Rom 7:18, 23). Ainda temos limites, não somos aperfeiçoados completamente (I João 3:2). O mandamento divino é pedir e buscar em Deus o que nos falta (Mat. 7:7,8; Tiago 1:5).
Como andam seus negócios? Você precisa de sabedoria para criar seus filhos? O seu relacionamento com os vizinhos, família e a sociedade é bom? Você está precisando de sabedoria? A beleza de Cristo é: nEle estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Col. 2:3). Podemos ter soluções sábias pois temos por Cristo a nova natureza pela qual podemos discernir inclusive as coisas de Deus (I Cor 2:15).
"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus" Tiago 1:5
Procure estar em conformidade à imagem de Cristo tendo igualmente as suas reações, a sua palavra na boca e a obediência que Ele teve. Assim você conhecerá o princípio do conhecimento (Prov. 1:7).
B. Guia-nos pela vida
O crente, mesmo não procurando tal situação, encontra-se freqüentemente em lugares escorregadios. E isto não acontece somente com crentes novos ou fracos. O Salmista diz pela inspiração: "Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos" (Sal 73:2). Este mesmo servo de Deus falou em outra ocasião que seu pé vacilava (Sal 94:18) e aconteceu que ele se sentiu como um "odre na fumaça" (Sal 119:83). Tudo isso indica a realidade em que o crente vive, tendo que passar por situações pesadas e difíceis, tendo um caminho escuro a trilhar. Adicione à realidade de uma vida difícil um coração enganoso e uma natureza pecaminosa que o crente ainda possui, pois pode ser vista a sua necessidade de ser guiado.
Os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos e os Seus pensamentos mais altos do que os nossos pensamentos (Isa 55:8,9). Os caminhos de Deus são inescrutáveis (Rom 11:33) e "faz maravilhas sem número" (Jó 5:9).
O crente deve andar aqui no mundo para a glória de deus, mas há lugares escorregadios, um coração enganoso e uma natureza pecaminosa mas também os caminhos de Deus são superiores aos nossos. Tudo isso mostra a necessidade do crente ser guiado no caminho que tem a trilhar.
Com isso as belezas de Cristo vêm se manifestando, lembre-se que nEle estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus (Col. 2:3) e por Cristo somos feitos um templo de Deus para a habitação do Espirito Santo( I Cor 6:19,20).
Por estarmos em Cristo temos o Espírito Santo e a sua obra é guiar-nos como filhos de Deus (Rom 8:14) nos dizendo na hora certa o que devemos falar (Mar 13:11). As belezas de Cristo são ministradas a nós pelo Espírito Santo pois a sua obra é testificar a si (João 15:26). Quando temos a obra do Espírito Santo conosco ele nos ensina todas as coisas e traz à nossa memória Cristo (João 14:26) e cumprindo assim a profecia: "E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nEle, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda." (Isa 30:21).
Para termos essa beleza de Cristo andando conosco é necessária obediência (Lev 26:3-13) caso não aconteça isso teremos Ele andando contrariamente a nós. Se buscarmos primeiramente o reino de Deus, todas as outras coisas que precisamos nos serão acrescentadas (Mat. 6:33), pois quando o SENHOR é o nosso pastor, nada nos faltará e podemos até mesmo andar pelo vale da sombra da morte (Sal 23:1, 4). Tudo isso por Cristo.
C. Estabelece-nos
Estando em Cristo temos uma posição maravilhosa pois somos feitos filhos de Deus, "E, se nós somos filhos, logo somos herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo" (Rom 8:17). Tendo esta posição estaremos num lugar firme. Por isso o Salmista diz: "o SENHOR tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos (Sal 40:2).
Cristo é a "rocha" de Mateus 16:18 sobre a qual a igreja foi estabelecida e a vida com Ele é firmada no único fundamento que pode resistir a qualquer tempestade (I Cor 3:11; Mat. 7:25).
Na vida de cada um vêm varias vezes padecimentos, mas somente o que é permitido por Deus, (I Cor 10:13) somente o que opera no crente a paciência para a sua perfeição (Tiago 1:2-4). Estando em Cristo o Cristão está sob os cuidados de Deus Pai, as orações do Filho (João 17:20) e a presença do Espírito (Rom 8:8). Por isso Pedro conforta-nos dizendo "E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá." (I Ped 5:10). Esse estabelecimento se dá por meio de um maior conhecimento de Cristo (Efés 4:13,14, "não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina") Por Cristo, o crente tem a beleza de ser estabelecido.
Este estabelecimento se dá somente através da verdade, Cristo, de outra maneira vive-se sem paz (Isa 48:22). Você já está em Cristo?
"Para que saibais que tendes a vida eterna" I João 5:13
D. Conforta-nos - Col. 2:9
A falta de sabedoria e as limitações da carne freqüentemente deixam-nos desanimados, tristes, preocupados e confusos. A beleza de Cristo é: Ele é a sabedoria de Deus (I Cor 1:30). Deus nos iluminou para conhecermos a Ele por Cristo (II Cor 4:6) e assim podemos ser confortados.
Cristo conhece o começo do fim. Cristo é o Todo - Poderoso, Deus Conosco (Apoc 1:8; Mat. 1:23). Por Cristo Deus nos dará qualquer coisa para o nosso bem (Rom 8:31,32). Cristo é o conselheiro e Seu principado é paz a qual não terá fim (Isa 9:6).
Podemos ter falta de visão; podemos estar preocupados olhando à carne, às limitações da carne, o mundo mas, meditando em Cristo a sua posição com Deus dá-nos conforto. Obedecendo Ele o crente terá paz em qualquer instância.
E. Faz com que nossas vidas resultem na Glória de Deus - Rom 8:28
Devido a sabedoria de Deus em Cristo e devido Cristo ser Deus, Ele sabe o começo do fim. Este conhecimento leva as nossas vidas a terminarem dando glória a Deus.
Jesus orou pelos seus (João 17:20) e continua intercedendo por eles (Heb 7:25). Essa oração tem o propósito de que os Seus sejam completos em união (João 17:23), que vejam a glória de Deus em Cristo (João 17:24) e que conheçam a Deus, o Pai, cada vez melhor (João 17:26). Esta é uma oração dirigida com amor e sabedoria por aquele que tem todos os tesouros da sabedoria escondido nEle.
Deus atenta para as orações dos filhos e por isso sabemos que temos desde já todas as coisas necessárias para vivermos (Rom 8:32,37). A nossa vida vai mesmo dar glória a Deus pelo Espírito que vive em nós e pelas sábias súplicas de Cristo em nosso favor. Eis a beleza de Cristo.
Para ver este fato já colocado em prática basta examinar as vidas de Moisés, Josué, Daniel e Paulo. Nenhum destes tinham uma vida acompanhada somente por delícias e paz, mas conheciam a constante oposição do homem. Mesmo assim, as suas vidas deram glória a Deus pois mesmo nas aflições somos conformados mais a imagem de Cristo para a glória de Deus (I Ped 5:10,11).
Enquanto Cristo ora por nós para nos encorajar na obediência a Palavra de Deus procuramos a força de Deus necessária para confiarmos nEle e fazermos o que ele pede. Está tudo bem, Cristo é feito a nossa sabedoria e isso leva nos a dar glória a Deus. Se Deus está recebendo a glória, então, está tudo certo.
Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
JESUS NOSSA FORÇA
O QUE CRISTO É PARA OS CRENTES
I. NOSSA FORÇA
"A força da minha vida" - Salmo 27:1
Antes de sermos salvos, possuíamos somente a força da nossa carne. Com essa força carnal não podíamos agradar a Deus nem nos submeter à lei (Rom 8:8) ou ainda compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14). Desde o nosso nascimento na carne, falamos mentiras (Sal 58:3) e somos totalmente descritos pela Palavra de Deus como sendo desde a planta dos nossos pés até a cabeça não como casa sã, "senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo" (Isa 1:6). Realmente, com um coração enganoso e perverso (Jer 17:9) nós, na carne, nos tornamos inimigos de Deus (Rom 8:7). Sendo assim somos considerados mortos e condenados por Ele (Rom 3:23; 5:12; 6:23).
Por Deus ser "riquíssimos em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo" (Efés 2:4,5). Por Cristo recebemos "todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais" (Efés 1:3) e assim, estando em Cristo, podemos dedicar louvor e glória a Deus por sua graça (Efés 1:6). Deus dá-nos, através de Cristo, e só por Cristo, (João 14:6) uma nova natureza (II Cor 5:17; II Ped 1:4) e um entendimento para conhecermos o que é verdadeiro (I João 5:20). Deus vêm morar em nós através do Seu Espírito Santo (I Cor 6:19) e devido a obra do Espírito Santo sabemos obedecer ao Nosso Deus (João 14:26).
O preço do pecado foi pago com a morte de Jesus Cristo e o poder do pecado foi quebrado com a ressurreição de Cristo (I Cor 15:55-57) e por isso não somos mais dominados pelo pecado (Rom 6:11-14). "Maior é o que está em vós do que o que está no mundo" relata João (I João 4:4). Mesmo tendo a última vitória e a vitória final sobre o pecado por Cristo ainda temos, enquanto estamos vivos na carne, a presença do pecado. A presença do pecado na nossa carne guerreia contra o Espírito de Deus que vive em nós, nossa nova natureza, e isso em muitas vezes faz o crente sentir-se um miserável (Rom 7:14-24).
Cristo traz ao crente inúmeras benções gloriosas não só no porvir quando o veremos face a face mas também agora neste presente século. Essas belezas apontam como nós podemos ter a vitória, agora, até que o vejamos pessoalmente. Queremos estudar as belezas que temos em Cristo e por elas sermos ensinados a renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas para que vivamos "sóbria e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:12-14).
"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:13
O Crente não é exposto aos perigos e aos poderes do Maligno sozinho. Ele não precisa ter uma vida vitoriosa por suas forças. Cristo é "a força da minha vida" então "de quem me recearei?" Cristo tem tanto a vontade de desejar quanto a força necessária para que se cumpra o desejo. Essa força está evidente na vida do crente das seguintes maneiras:
A. Resistir a Tentação
Cristo, ainda em forma de homem, passou por tentações e assim enfrentou pessoalmente a Satanás que em nenhuma instância quis poupar a Esse que veio o derrubar (Mat. 4:1-11). Nessas tentações Jesus, semelhante a nós "em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Heb 4:14-16) nos mostrando que, pelo seu poder, também podemos vencer esse mal sempre presente. Não há razão para que não retenhamos firmemente a nossa confissão. Cristo já passou por estas situações, venceu e é a nossa força que nos facilita um escape das mesmas situações (I Cor 10:13).
Durante as tentações, como fez Cristo, só podemos ter a vitória lembrando-nos da Palavra de Deus aplicando-a à nossa situação. A nossa força durante as tentações é Cristo e não a nossa carne. Quando Satanás vier nos tentando temos a instrução de Pedro; "Ao qual resisti firmes na fé" (I Ped 5:9), e somos lembrados por Tiago a chegarmos a Deus, e Ele se chegará a nós (Tiago 4:7-8). Chegando a Deus lembraremo-nos da nossa relação com Deus por Cristo. Lembrar-se de Cristo nestas horas opera dando-nos força para resistirmos a Satanás, quem Cristo já venceu. Medite sempre nas obras de Cristo.
B. Persistir no Caminho da Santidade
A carne é fraca e vai se enfraquecendo a cada dia. As situações e os problemas em nossa vida nos desafiam a ponto de parecer que logo desfaleceremos e perderemos qualquer avanço que pela graça de Deus temos alcançado. A nossa força é pequena e a batalha é longa, séria e sombria. Há provocações que podem desafiar até mesmo os grandes na fé (I Cor 11:24-29). Em tudo, Cristo é a nossa força. Temos embaraços (impedimentos) na vida e sempre temos "o pecado que tão de perto nos rodeia". A solução é estarmos "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" e considerando "Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo". Olhando para Jesus podemos ser animados para que não enfraqueçamos, desfalecendo nossos ânimos (Heb 12:1-4). Não resistimos até o sangue, combatendo contra o pecado. Vamos, então, olhar mais para Cristo e assim seremos resolutos e continuaremos na batalha. Medite na fidelidade de Cristo em face aos obstáculos.
C. Obedecer os Mandamentos
Há tantos mandamentos que Cristo deixou para nós guardamos que precisamos continuamente ser relembrados de todas as coisas que Ele nos tem mandado (Mat. 28:20). Há tanta fraqueza por parte da carne para obedecer que se não tivermos algo para nos ajudar, seremos vencidos. Apesar da seriedade dos preceitos que devemos cumprir ("Sede santos" I Ped 1:16; "sede vós pois perfeitos" Mat. 5:48) e apesar da fraqueza da nossa carne, podemos agradar o Santo e Perfeito por Cristo. "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Fil. 4:13). Não batalhamos em obediência a força da carne (batalhamos para morremos à carne!) mas em obediência aos mandamentos de Deus, com a força de Deus (Efés 6:12). Nessa batalha, Cristo é Quem nos capacita. Medite na obediência de Cristo.
"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" Hebreus 12:2
D. Amar uns aos outros
Cristo ocupou muito do seu tempo em oração quando esteve aqui na terra e muitas orações foram dirigidas em favor a aqueles que o seguiam. Cristo desejava o amor com que Deus o amava estivesse com os discípulos. Cristo deu o Seu mandamento que é este: "Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (João 15:12). Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois por Ele conhecemos o amor de Deus em primeira instância. Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois entre o seu mandamento e a operação do Espirito Santo não pode haver oposição. Medite na maneira como Cristo amou e procure a obra de Deus para amar aos outros.
E. Perdoar Nossos Devedores
Parte da ação de amar um ao outro é perdoar um ao outro. Temos o exemplo de Cristo para amar e temos Ele como modelo para perdoar. Efés 4:32 nos ensina, "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." Pense nas ações contra Cristo e Ele as perdoou para dar-nos um exemplo de perdão em relação a aqueles que são nossos opositores. (Lucas 22:26-43, "Pai, perdoa-lhes, porquê não sabem o que fazem."). Veja que Cristo é a força que nos capacita para que façamos o que agrada á Deus, inclusive perdoar um irmão de algo inferior ao que Deus já nos perdoou por Cristo.
Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
DIVINDADE DE JESUS
UM ESTUDO SOBRE A DIVINDADE DE JESUS CRISTO — JESUS É DEUS
Um Estudo Sobre a Divindade de Jesus Cristo — Jesus é Deus
Como as profecias do Velho Testamento e o ensino do Novo Testamento demonstram que o Messias judaico é Deus
Autor: Dr. C. Matthew McMahon
Se existe uma doutrina de grande importância no cristianismo, essa é a doutrina da natureza de Cristo — Sua divindade e humanidade.
É somente nesta axiomática doutrina que está edificada a fé cristã. As Escrituras cristãs, compostas por 66 livros do Velho e Novo Testamentos, enfatizam a necessidade de um Redentor para os homens que estão em pecado. Todos eles estão mortos, perdidos e sob a ira de Deus, à espera do julgamento final pelos seus pecados, a não ser que o Salvador os resgate. Esse Salvador não é apenas um bom mestre, um homem sábio, como alguns supõem. O Redentor da Bíblia cristã é o próprio Deus, que toma na carne a forma humana e morre pelos pecados do Seu povo. Ele é o único homem-Deus, uma Pessoa com duas naturezas não misturadas, mas unidas. Não existe religião alguma com a Divindade de um Redentor e a complexidade das duas naturezas do Messias. Sim, existiram muitas religiões de mistério na antiguidade, as quais, de um modo ou de outro, enfatizaram uma divindade ou um semideus, vindo para salvar os homens, ou ajudá-los de várias maneiras. Porém nenhuma delas enfatizou a divindade suprema de um Deus Todo-Poderoso, o qual tomou a forma humana, para salvar do horror de Sua própria ira alguns que estavam mortos em ofensas e pecados. Neste ponto, Jesus Cristo permanece exclusivo. Maomé, Krishna, Buda e outras figuras religiosas jamais fizeram as afirmações que Cristo fez. Eles jamais afirmaram ser Deus. Jesus Cristo foi o único homem que afirmou ser Deus e manteve essa afirmação, sempre e sempre. Neste estudo veremos que os escritores bíblicos afirmaram constantemente que o seu Salvador era Deus em carne. Maomé, Krishna, Buda e outras figuras religiosas, mantiveram todos a afirmação de serem mais iluminados do que os outros, ou divinamente tocados, mas nunca que eram Deus. Como poderiam fazê-lo? Como poderiam eles comprovar suas afirmações? Porventura eles podiam ressuscitar os mortos? Podiam transformar água em vinho? Podiam andar sobre o mar? Não! Somente Jesus Cristo e unicamente Cristo, afirmou ser Deus.
O objetivo deste artigo é demonstrar o inegável testemunho bíblico ao fato histórico de que Jesus Cristo, o único Redentor dos homens, é Deus. Somente Ele fez essa afirmação e o registro bíblico torna isso constantemente conhecido.
Exemplos da Divindade do Messias no Velho Testamento
Começo usando algumas profecias do Velho Testamento, a fim de provar que o Messias vindouro era Divino. Ele não era especial de alguma maneira abstrata, mas o próprio Deus. O servo sofredor de Isaías 53 não é apenas um homem que morre na cruz. Esta seria uma morte sem significação alguma, pois muitos outros homens já haviam morrido crucificados, muito antes de Jesus Cristo vir à Terra. Em vez disso, as profecias do Velho Testamento confirmam enfaticamente e provam a divindade do Messias como Deus.
Primeiro, numa nota preliminar, é importante salientar que o finito não pode conter o infinito. Seres humanos não compartilham dos atributos incomunicáveis de Deus, em hipótese alguma. Seres humanos não podem ser infinitos, eternos, imutáveis, etc. Eles são criaturas limitadas e não podem se tornar Deus, nem tomar os Seus atributos. Com o Messias, isso também é verdade. Contudo, Deus pode adicionar-se à natureza humana, sem misturar Sua divindade com a humanidade. Essa ligação é feita sem a mistura das duas naturezas. A natureza humana continua a ser humana e a natureza divina, sempre divina, embora numa só pessoa. O Filho de Deus possui duas naturezas. É uma Pessoa com duas naturezas. A completa união desta natureza é um mistério, mas essencial e necessário, conforme a Bíblia ensina. As Escrituras atestam este fato numa variedade de exemplos. Menciono aqui que Deus não pode compartilhar Sua divindade na natureza da humanidade do homem. Isto é importante, quando se consideram os versos referentes ao unigênito Filho do Pai e provas idênticas. Deus não pode criar outro Deus, nem um homem pode se tornar Deus. Dizer isso é deixar de pensar, penetrando no reino da fantasia. Não estamos falando de Zeus ou Hermes, figuras fantásticas criadas, os quais são homens com extraordinários poderes (como os nossos super-heróis de hoje). Em vez disso, estamos falando de um ser. Deus não pode compartilhar o Seu Ser com criatura alguma. Ele só pode compartilhar o Seu Ser dentro de Si mesmo. Veremos, então, que Jesus Cristo é Deus e que o Filho de Deus é o segundo membro na economia Divina, embora tendo uma natureza humana. O Filho é da mesma substância do Pai e do Espírito, igual e totalmente Deus. Contudo, o Filho tomou a natureza humana, como o homem Jesus Cristo. Aqui, Jesus continua dizendo que é Deus, Aquele que é o único e todo-poderoso. A Bíblia comprova que isto é verdade? Sim, ela o faz e de forma poderosa.
No Velho Testamento existe uma porção de Escrituras que testificam que o Messias judeu que haveria de vir é Deus. Para os israelitas, o Messias profetizado seria o próprio Deus. Temos aqui algumas das mais memoráveis Escrituras que foram registradas. A primeira é Salmo 2:6-12, no qual acontece um diálogo entre Deus e o Seu Filho unigênito:
"Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam."
Vemos aqui que o Senhor gera o Seu Filho. Esta é a eterna geração do Filho pelo Pai. Então, o Filho deve ser adorado, pois "beijar" significa "dobrar os joelhos diante". Se o Filho não for adorado, Ele ficará zangado e levará os homens a perecer em seus caminhos. O Filho fica irado, e o único meio de escapar é NELE confiar para o livramento. Como poderiam o Filho e o Senhor ter essas qualidades? A resposta é que o Senhor é o Filho, e o Filho é o Senhor, pois nenhum mero homem seria profetizado dessa maneira. Somente Deus pode acender Sua ira por causa da falta de adoração ao Seu Divino Ser.
O Salmo 110:1 também atesta o diálogo entre Deus e Deus. Davi escreve: "Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés." Jesus usa isso lindamente contra os fariseus, quando indaga como poderia o Messias ser o Senhor de Davi e o seu filho ao mesmo tempo? A palavra aqui deve ser observada. A tradução literal diz: "Yahweh disse ao meu Adonai." O termo "Yahweh" corresponde ao nome de Deus, literalmente declarando "Eu Sou". Sempre que a designação Yahweh é usada na Bíblia em todo o Velho Testamento, ela se refere ao "Grande Eu Sou". O título "Adonai" é usado para designar a suprema posição de Deus como "Senhor". Então, Yahweh está falando para Adonai. Vemos aqui Deus falando para Deus. O escritor de Hebreus usa este Salmo diversas vezes para designar o ofício do Messias como o Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque. Esta promessa, ou pacto, feito por Deus para Deus como o Messias é terrivelmente destrutiva para os que não crêem na Trindade. Aqui, o Messias é, pelo pacto, destinado à função Messiânica, como o Sumo Sacerdote de uma melhor aliança. Aqui, Deus fala com Deus. Vemos o eterno conselho em ação; filho de Davi e, contudo, o Senhor de Davi.
Daniel 7:13 é também um verso muito importante, e um dos meus favoritos. Nesse verso encontramos o título "Filho do Homem", não como um título de humanidade, mas de deidade: "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele." Duas figuras são apresentadas nesta visão, uma do Ancião de Dias e uma do Filho do Homem, que vinha nas nuvens do céu, ou a glória shekiná do céu. Quem quer que seja o Filho do Homem, Ele é Divino. De fato, Ele é tão brilhante em Sua glória, que brilha em Si mesmo como as nuvens do céu. Compactas nuvens de glória de brilho divino ilustram ante o Ancião de Dias, quando o Filho do Homem entra na Corte Divina e os livros do julgamento são abertos. Como veremos, a designação favorita de Jesus a Si Mesmo é este título: Filho do Homem. Ele certamente sabe que é o divino Filho do Homem, que compartilha a glória de Deus. De fato, Ele resplandece com o brilho da glória de Deus.
Em Miquéias 5:2 encontramos a profecia do local de nascimento do Messias. Mas ela não apenas marca o local do nascimento da humanidade de Cristo, como também marca a dupla natureza de que Aquele que vai nascer é eterno: "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Os dias do Messias são de 'eternidade'. Ao Messias são atribuídos incomunicáveis atributos divinos — como a eternidade ou a natureza do que é eterno. Somente Deus é eterno e, contudo, vemos que o Messias é considerado Eterno.
Zacarias 13:7 também designa o Messias com o título divino de Deus Todo-Poderoso. Quando Cristo estava no jardim com Seus discípulos e foi preso, cumpriu-se a profecia de que o pastor seria ferido e as ovelhas se dispersariam: "Ó espada, desperta-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos. Fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão sobre os pequenos." A chave aqui é "volverei a minha mão sobre os pequenos". O Senhor está falando de Si mesmo. Ele é o pastor que vai estender Sua mão sobre os pequenos [irmãos judeus] e os juntará para trazê-los de volta. Ele é o Messias e também o Senhor.
Uma das profecias mais específicas referindo-se ao Messias é Isaías 9:6. Vamos ler o bem conhecido verso da natividade, referindo-se ao advento do Messias como um menino nascido e, em seguida, a designação que Lhe é dada: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Aqui, o Messias é chamado de Maravilhoso! Por quê? Uma resposta pode ser encontrada em Juízes 13, onde encontramos a narrativa do nascimento de Sansão. Os pais de Sansão, Manoá e sua mulher, encontram-se com o Anjo do Senhor. Após longa conversa sobre o nascimento de Sansão, Manoá pergunta o nome do anjo. A resposta se encontra em Juízes 13:18: "E o anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?" O nome do anjo é Maravilhoso! Em geral, os anjos têm nomes como Gabriel ou Miguel. Contudo, esse anjo tem um nome maravilhoso demais para mencionar. Após a partida do anjo, Manoá faz uma importante declaração, conforme Juízes 13:22: "E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus." O anjo do Senhor, cujo nome é Maravilhoso, é Deus. Isso nos esclarece, quando consideramos Isaías 9:6. O Messias é Deus e o Seu Nome é Maravilhoso. Contudo, a profecia de Isaías não pára aqui. O Messias não apenas é chamado Maravilhoso, como Deus, mas também é chamado Deus Poderoso. Se essa designação não for bastante explícita, a profecia também O chama de Pai da Eternidade. O Messias não é apenas o Redentor terreno, mas o Deus Poderoso, Pai da Eternidade. Pai da Eternidade é a designação que Cristo dá a Deus, nos evangelhos. O Messias é chamado Deus nesse verso profético de Isaías, por três vezes: uma vez, sutilmente, como Maravilhoso. Uma vez, explicitamente, como Deus Poderoso e uma vez como o Pai da Eternidade. Portanto, o Messias é Deus!
Junto com Isaías 9:6, como uma amada profecia referente ao advento, vem a profecia do Emanuel, de Isaías 7:14: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." Mateus interpreta o nome Emanuel corretamente, em Mateus 1:23, como sendo 'Deus conosco'. A profecia referente à narrativa do nascimento de Cristo, conforme designada e interpretada por Mateus, um meticuloso contabilista e coletor de impostos, diz que Cristo é Deus. Sim, o Cristo nascido de uma virgem é Deus!
Outra profecia referente a Cristo é Jeremias 23:5-6: "Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA. O descendente levantado a Davi será um Renovo justo. O Messias virá da linhagem de Davi e será exaltado como Deus. Ele também será chamado "O Senhor, Justiça Nossa." Essa designação é dada exclusiva e literalmente a Deus, como "Yahweh Tsidkenu". O Messias não somente é exaltado como Deus, mas também é chamado "O Senhor Justiça Nossa". O Messias é Yahweh. O Messias é Deus!
A última profecia que gostaríamos de examinar rapidamente é Malaquias 3:1: "EIS que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos." Vemos aqui que o Messias é identificado como "O Senhor", o qual virá ao Seu templo. Ele é o Mensageiro da Aliança e o Servo eleito em quem Deus se compraz. Mas Ele é o próprio Deus. Marcos 1:2 confirma esse verso de Malaquias, quando atesta a vinda de João Batista: "Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti." O mensageiro vem e, em seguida, vem o Senhor. Lucas também diz isso, em Lucas 1:76: "E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos." Lucas registra que João Batista será o profeta que preparará o caminho do Altíssimo, o Senhor que virá ao Seu templo. O Messias é o Altíssimo Deus.
Estas profecias são apenas uma seção de cruzamento entre aqueles que falam do Messias como sendo divino. Mas cada um deles credita o Messias como Deus. O Messias, ou o Cristo, que virá é o Senhor Deus do céu e da terra. As projeções das Escrituras do Velho Testamento respaldam este assunto. Isso é inegável, visto como o Novo Testamento confirma as projeções do Velho Testamento como o fato histórico na vida de Jesus Cristo.
Passagens Selecionadas do Novo Testamento Que Provam Que Jesus é Divino
O Novo Testamento não deixa qualquer dúvida sobre Cristo ser o Messias ou que o Messias é Deus. Jesus falou isso de Si mesmo e os apóstolos falaram sobre Jesus, mesmo depois que Ele subiu ao céu, e em todas as cartas do Novo Testamento dirigidas às igrejas. Negar esse fato é reinterpretar a mensagem da Bíblia, desprezando o próprio texto — algo que a maioria das pessoas que odeia a Cristo faz. Examinar o texto e tratar honestamente com o mesmo é ver a divindade de Jesus Cristo como o único verdadeiro Deus.
Vamos começar um breve exame dessas passagens com o texto constantemente explorado de João 1:1-3: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." O Verbo aqui mencionado é Cristo. João utiliza uma efetiva designação do Logos Eterno, a fim de que sua audiência gentio-romana ficasse convencida de que o Verbo Eterno, o Eterno Logos, era Aquele que desceu do céu. Esta seria, e de fato foi, uma ferramenta efetiva no ensino aos gentios aristotelianos e platônicos sobre o Único Deus Verdadeiro. Vemos aqui que o Verbo Eterno é o próprio Deus. O texto grego não permite uma tradução de "um Deus", mas somente de "Deus". As Testemunhas de Jeová assassinaram o texto grego aqui e também negaram a sua tradução nos versos seguintes. Por exemplo, se o texto diz "um Deus", então essa tradução deveria ser usada no restante do capítulo. A mesma construção usada no verso 1 é também usada mais 13 vezes no capítulo, referindo-se ao próprio Jeová. Ora, se as Testemunhas de Jeová traduzem o verso 1 como "um deus", então deveriam traduzir os demais 13 versos sobre Jeová com sendo Ele "um deus". Contudo elas não o fazem porque isso iria prejudicar a sua falsa ambição teológica. Elas simplesmente negam que Jesus Cristo é Deus, traduzindo horrivelmente o verso 1 e depois traduzindo corretamente o restante da passagem, visto como esta se refere a Jeová. Esta é uma interpretação satânica, a fim de negar a divindade do Verbo. Em vez disso, o Verbo é Deus, vindo de Deus e Criador de todas as coisas. Ele é o eterno Verbo de Deus, o exato Logos do próprio Deus, o qual veio à Terra em forma de homem, a fim de salvar Seu povo.
Depois, na mesma passagem de João 1, encontramos o verso 14 declarando: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Ora, João não apenas afirma que o Verbo é Deus, mas explica que o Verbo mantém toda a glória do Pai, pois é o unigênito Filho de Deus. O Verbo desceu do céu, habitou entre os homens, e Sua glória, a glória somente de Deus, brilhou entre os homens, por algum tempo. Sabemos disso, visto como esse Verbo eterno era a forma do próprio Deus, conforme Filipenses 2:6-7 explica: "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens." Paulo está falando de Jesus Cristo. O Messias é Deus, por isso Ele não achou que era usurpação ser igual a Deus. Ser igual a Deus é ser Deus. Pensem sobre os atributos de Deus e na incomunicável natureza dos Seus atributos. Somente Deus pode se igualar a Si mesmo. Mas Deus tomou a forma de homem e foi feito à semelhança de homens, para salvar os homens dos seus pecados.
Paulo não confunde as palavras sobre Deus manifestado em carne de homem, quando diz em 1 Timóteo 3:16: "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." Quem foi manifestado em carne? Foi Deus. Não foi um ser semelhante a Deus, mas o próprio Deus. Deus tomou a forma de servo. Adotou em Si mesmo uma nova natureza, que antes não havia adotado: uma natureza humana.
Sabemos que Jesus Cristo é o Salvador dos cristãos. Sabemos, por inúmeras passagens do Novo Testamento, que os apóstolos acreditavam que "Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4:12). Isto é axiomático para os apóstolos — Jesus é o Salvador. É o Seu sacrifício que salva os homens. Em Atos 20:28, vemos o registro de Lucas sobre a obra de Cristo ser atribuída ao próprio Deus: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue." Esse "Ele" é o próprio Deus. Ele comprou a igreja com Seu próprio sangue. Deus tem sangue? Sim, Ele tem sangue pela natureza humana de Jesus Cristo. Ele morre e o seu sangue é considerado como o sangue de Deus. Eles são sinônimos. Desse modo, os cristãos são remidos da condenação eterna pelo sangue do próprio Deus. Lucas descreve a obra de Jesus como aquela que é feita por Deus. Isso é verdade porque Jesus é Deus e todos os Seus apóstolos o sabiam. De outro modo, teria sido blasfêmia honrar um simples homem mortal por uma obra que somente Deus poderia fazer.
No Livro de Hebreus vemos o escritor citando muitas passagens do Velho Testamento, comprovando a divindade do Messias como Deus. Em Hebreus 1:8-9, diz o escritor: "Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros." Aqui, ele está citando o Salmo 45:7: "Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros." Vemos aqui Deus falando com Deus. O Ungido tem um trono e este é o Trono de Deus. O escritor de Hebreus está provando que Cristo é maior do que Moisés e maior do que os anjos, o que teria sido um choque para os neoplatonistas, contra os quais ele está escrevendo. Os platonistas acreditavam em um supremo, único e perfeito Ser. Esse "Único" tem emanações que fluem do Seu ser perfeito para os serem inferiores, isto é, Moisés, os anjos e até mesmo os mestres como Jesus. Mas o autor de Hebreus prova que o Messias é o Único, o próprio Deus eterno, superior a Moisés e a todos os anjos.
Uma das últimas provas gerais do Novo Testamento para a divindade de Cristo encontra-se em Lucas 22:48, em que Judas trai o Filho do Homem. Lembrem-se que o título "Filho do Homem" é usado 80 vezes por Cristo, somente nos evangelhos. Esta é a Sua autodesignação favorita. "E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?" Os homens têm-se traído uns aos outros com resultados catastróficos... Mas neste caso, Judas, um homem, trai o Filho do Homem. Nessa colocação histórica, o maligno e rebelde servo do pecado trai o próprio Deus. Judas cuspiu na face Daquele que Daniel descreve como vindo sobre as nuvens do próprio céu. Isso leva a traição de Judas ao infinito grau de malignidade! Teria sido melhor para Judas que ele não tivesse nascido, para depois trair o Filho do Homem com um beijo. Ironicamente, o salmista havia dito que devemos beijar o Filho para que Ele não se zangue e pereçamos no caminho. Judas beijou o Filho de um modo perverso e por isso está no inferno, pagando esse pecado, agora e por toda a eternidade.
Designações do Novo Testamento a Jesus Cristo, Que São Atribuídas ao Deus do Velho Testamento
Existem muitas passagens do Novo Testamento que são interpretadas à luz do Velho Testamento como ações realizadas por Deus, porém atribuídas a Cristo. Algumas dessas espero poder explicar em seguida. Acho que elas são de muita ajuda para comprovar a Divindade do Messias.
A tentação contra o Senhor pelos israelitas no deserto é registrada inúmeras vezes. Esse registro é tão repetitivo que algumas vezes o leitor fica revoltado diante do aparente pecado dos israelitas nessa narrativa. Será que o leitor conhece bem este assunto, ou não? Vamos dar alguns exemplos: Números 14:22: "E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz..." Em Números 21:5-6, lemos: "E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel." Os israelitas desafiaram Deus e as serpentes foram o meio de o Senhor os castigar. No Novo Testamento, Paulo nos admoesta a não tentarmos a Cristo. Em seguida, ele liga o evento a Cristo, em 1 Coríntios 10:9: "E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes." Que não tentemos Cristo agora, a fim de não seguirmos os israelitas que tentaram a Cristo. Sua frase é "como alguns deles também tentaram", referindo-se aos patriarcas e aos israelitas, que tentaram Deus. Para Paulo tentar Deus é como tentar Cristo, visto como ambos são exatamente o mesmo Deus.
Outra passagem do Novo Testamento à luz das profecias do Velho Testamento encontra-se em Hebreus 110-11: "E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão..." Esta é uma descrição do Messias, Jesus Cristo. É uma citação da obra de Deus citada no Salmo 102:26: "Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás; e ficarão mudados." Aqui vemos novamente a obra de Deus considerada como obra de Cristo, no Novo Testamento.
Em João 12:40-41, diz a Escritura: "Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele." Isso mesmo Isaías disse, quando falou Dele e de Sua glória. João está citando Isaías 6:9-10. Essa visão veio a Isaías no capítulo 6: "Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado." Aquele que é santo, santo, santo e se assenta no trono é Cristo, conforme João diz em sua inspirada palavra. Esta é a significação da visão de Isaías. Os anjos aparecem nessa visão dizendo: "Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória." (verso 3). Esse Deus Todo-Poderoso é Jesus Cristo, conforme João 12:40-41.
Em Isaías 45:23, lemos: "Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua." Isso é copiado pelo apóstolo Paulo, em Romanos 14:11: "Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus." Esse ato do joelho se dobrar será feito pelos homens diante do Senhor e esse Senhor é Jesus Cristo. Paulo atribui o dobrar o joelho dos homens a Jesus Cristo, visto que, "como eu vivo" e "a mim", estão falando da Redenção de Deus em Cristo.
Uma das clássicas ofertas do evangelho encontra-se em Mateus 11:28: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Nesta graciosa ordem, Jesus diz que os homens devem ir a quem? Ele diz: "a mim", isto é, ao próprio Jesus.
Em Isaías 45:22, Jesus toma emprestadas as palavras do profeta: "Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro." 'Olhai para mim' em ambas as passagens são frases paralelas. Jesus afirma sua chamada no evangelho, como Deus afirma sua chamada em Isaías. Deus é a única fonte de salvação – e Jesus é Deus!
No texto supracitado, vemos Cristo creditar as palavras de Deus a Si mesmo. Em Romanos 10:13, Paulo escreve a mesma coisa, referindo-se à Redenção em Cristo: "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." Em Joel 10:32, o profeta declara:"E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar." A Jesus é novamente dado o mesmo e igual peso em Sua obra e palavras, que é dado a Deus. Somente Deus pode ser glorificado dessa maneira, a fim de que o resultado não seja a blasfêmia. Paulo assegura que as palavras em Joel são, do mesmo modo, as palavras de Cristo. Aos olhos de Paulo, Cristo é Deus.
Paulo também afirma isso em Efésios 4:8-9: "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?" Ele está citando o Salmo 68:18: "Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles."O salmista está falando das obras de Deus; literalmente, "Yahweh Elohim". Paulo, em seguida, toma essa designação e a interpreta como a obra de Cristo em Sua ascensão ao céu. Na obra redentora de Cristo, Ele dá dons aos homens e leva o cativeiro (os que morreram no pecado) cativo (agora livres em Cristo). A obra de Deus é novamente atribuída a Cristo.
Por que será que todos esses versos das profecias e idéias do Novo Testamento atribuem as obras de Deus a Jesus Cristo? Para quem trata fielmente com o texto, logo claramente é visto que Jesus Cristo é Deus. Ele realiza a mesma obra de Deus e faz a mesma chamada feita por Deus à salvação, visto como somente Deus pode agir dessa maneira. Como isso é possível? Vamos mostrar como isso é possível, na próxima seção, que comprova que Jesus, em seus vários nomes, poder e atitudes, é Deus.
Nomes, Poder e Atributos Divinos Aplicados a Cristo
Se Jesus Cristo é Deus, então deveria haver amplas provas no Novo Testamente para respaldar essa afirmação. Não existem apenas amplas provas, mas elas são tantas que não é possível registrar todas elas aqui. Apanhei alguns versos selecionados, que demonstram que Jesus Cristo é Deus, ao contrário da opinião popular.
O nome significa muito na Bíblia. A designação de um nome pode ser essencial na identificação da pessoa, ou de um evento ou tempo especial. Por exemplo, "Icabode" foi o nome dado a uma criança nascida no Velho Testamento, quando Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus, quando o sumo sacerdote Eli morreu. Esse nome significa "Foi-se a glória". Significativo? Certamente. Desse mesmo modo, o nome de Cristo vai mostrar o Seu caráter e o Seu Ser.
Em 1 João 5:20, Jesus é chamado o verdadeiro Deus e a vida eterna: "E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." Isso poderia ser mais explícito? Jesus é o verdadeiro Deus. Paulo afirma isso em Romanos 9:5, onde ele chama Jesus Cristo de "Deus bendito eternamente": "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém." Jesus é o Deus bendito eternamente." Em Tito 2:13, Paulo chama Jesus de "grande Deus e nosso Salvador". Ele diz: "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo."Em João 20:28, Tomé faz a confissão: "E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!" Jesus não é somente Senhor; Ele também é Deus!
Em João 8:58-59, encontramos uma acirrada discussão entre os fariseus e Jesus. Esse debate faz aumentar o ódio contra Cristo por parte dos judeus. Diz o texto: "Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou." Por que eles lançaram mão de pedras para apedrejá-lo? Porque sabiam exatamente o que Jesus estava dizendo. Jesus estava afirmando ser Aquele que havia libertado os israelitas do Egito. Ele era o "Eu Sou", que havia falado a Moisés, conforme Êxodo 4, na sarça ardente. Isso fica mais forte, quando nos lembramos da discussão anterior com eles, em João 5:17-19, em que Jesus faz algumas declarações que os judeus não puderam suportar: "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente." Jesus faz o mesmo que o Pai faz. Isso porque Ele é Deus e pode realizar as mesmas obras do Pai. Ele está em pé de igualdade com o Pai e pode realizar as mesmas ações do Pai. Se Ele não fosse Deus não poderia dizer isso. Os judeus entenderam perfeitamente e por isso quiseram matá-lo. Em seguida, vem o incidente em que Jesus declarou ostensivamente que Ele era o "Eu Sou", ou o próprio Yahweh.
Deus é glorioso. Somente Ele é gloriosíssimo e possui uma glória que somente Ele conhece. Isso é parte Dele. Ele não a divide com os outros. Em João 17:5, Jesus diz: "E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse." Jesus já possuía a glória divina, antes mesmo que o mundo existisse. Essa glória só pôde ser atribuída a Cristo porque Ele é "Deus bendito eternamente".
Em João 1:1-3, Jesus é apresentado como possuindo o atributo da eternidade: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." Ele é o verbo que estava com Deus desde o princípio. Isto significa que Ele é eterno. Ele é também o Criador pode criar tudo do nada. Seu poder criador comprova a Sua Onipotência. Ele tem os mesmo atributos de Deus porque é Deus.
Em Mateus 18:20, a onipresença é atribuída a Jesus: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." Isso não significa que a humanidade de Cristo esteja presente em toda parte, pois assim Ele não seria realmente humano. Sua humanidade seria predominante em Sua Divindade. Ou então Sua Divindade seria negada, caso fosse misturada à Sua humanidade. Nos dois casos, atribuir uma mistura de Suas duas naturezas seria cair numa heresia nada ortodoxa. Em vez disso, sua Divina Natureza como Deus está presente em toda parte. Ele pode estar no meio do Seu povo, quando dois ou mais se reúnem em Seu Nome. Como poderia Ele estar no meio de tantas igrejas em determinados dias, se Ele não fosse Deus?
Cristo não apenas é onipresente, como outra designação teológica lhe é atribuída — imanência. Em João 3:13, lemos: "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu." Este verso é muito rico. Jesus não é simplesmente Aquele que veio do céu, mas, em Sua divindade, Ele permanece no céu. A frase "que está no céu" demonstra a imanência do Ser Divino. Não apenas o Filho Divino está andando na Terra, em Sua natureza humana, mas, ao mesmo tempo, Ele continua enchendo o céu como o Deus imanente de todas as eras.
Visto como Jesus Cristo é Deus, Ele deve, necessariamente, ser Todo-Poderoso. Tanto Apocalipse 1:8,18 como 11:17, mostram que a Jesus são atribuídos atributos de onipotência:
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso."
"E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno."
"Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste."
Jesus tem as chaves da morte e do inferno, o que significa ser Ele o Todo-Poderoso Senhor sobre a morte. O único que pode ter esse poder é Deus. Deus é o Senhor Todo-Poderoso que controla o inferno e a morte. Jesus pode se levantar sozinho de entre os mortos, estando no comando dos que estão mortos e no inferno, como o Senhor Todo-Poderoso.
Em João 5:17, Jesus é apresentado como tendo os mesmo atributos do Pai: "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." Ele trabalha do mesmo modo que o Pai. Novamente, se Ele está realizando as obras do Pai e fazendo a Si mesmo igual para realizar as mesmas obras do Pai, Ele deve ser Deus para conseguir isso. Suas obras têm a mesma qualidade das obras do Pai. Os judeus odiavam essas palavras porque sabiam que Ele estava se fazendo igual a Deus. Por quê? Porque Jesus é Deus e eles simplesmente odiavam esse fato.
Os evangelhos também registram que Jesus é onisciente. O Filho de Deus comunicou à natureza humana o conhecimento que a natureza divina possuía, em alguns casos. Não completamente, mas em variadas porções. Isto só poderia ter sido possível porque Jesus é Deus. E não é que os escritores achassem que Ele conhecia algumas coisas, mas todas as coisas, algo que somente Deus poderia conhecer. Vemos isso em João 1:48: "Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira." Pedro Lhe diz em João 21:17: "Tu sabes todas as coisas." Jesus conhecia detalhes específicos que somente Deus poderia conhecer. Por exemplo, em Apocalipse 2:3-4 Ele diz: "E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor." Como poderia Jesus conhecer todas essas obras sobre a igreja de Éfeso? Ele teria de ser onisciente, a fim de perscrutar o coração, a fim de conhecer a sua paciência, trabalho e perseverança — para não mencionar sua disposição referente ao amor por Ele. Jesus conhece todas as coisas porque é Deus.
O autor de Hebreus também escreve que Jesus, o Filho, é imutável – Ele nunca muda. Hebreus 1:11-12 diz: "Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão." Em Hebreus 13:8 lemos: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." Ele é o mesmo e Seus anos nunca chegarão ao fim. Ele permanece eternamente. Ele pode permanecer eternamente porque é Deus. Isso não significa que Ele não atingisse a idade nem crescesse em Sua natureza humana. Em vez disso, significa que Cristo, sendo o Divino Filho de Deus, em Sua Divindade jamais mudará.
Jesus não somente é Deus, mas Paulo descreve sua imagem exclusiva como o Único a conter toda plenitude da Divindade corporalmente. Colossenses 2:9 diz: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade." Quem quiser ver Deus, basta olhar para Cristo. Ele é a imagem do Deus vivo e essa imagem e perfeição são manifestadas somente Nele, porque Ele é Deus. Nenhum homem poderia jamais afirmar isso — e nenhum, a não ser Jesus Cristo, fez isso. Por que nenhum homem o fez? Porque simplesmente não poderia respaldar sua afirmação através do seu ser. Nenhum homem poderia ressuscitar a si mesmo da morte, nem manter as chaves da morte e do inferno, porque não é todo-poderoso, nem onisciente, nem onipresente. Mas Cristo afirmou isso, respaldou suas afirmações e tudo isso Lhe foi atribuído, constantemente, pelos autores do Novo Testamento.
Sendo Deus, Jesus Cristo respalda cada afirmação e age como Deus — pois é o Criador. Colossenses 1:16-17 diz: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele." Este texto é muito rico. Ele criou todas as coisas, sem importar o que sejam: até os principados e potestades (que podem se referir aos seres angélicos) foram criados por Ele e também para Ele, para darem toda a glória, louvor e honra que seu Nome merece. Mas Paulo não pára aqui. Ele diz que todas as coisas subsistem pelo Seu poder. A Terra, os céus, o universo poderiam cair, se Cristo não os sustentasse pelo poder de Sua vontade onipotente. Todas as coisas subsistem NELE, foram criadas por Ele e para Ele.
Jesus também é Aquele que elege os homens para a salvação. Em João 13:18, Ele elege os apóstolos e condena o traidor Judas: "Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar." Judas não foi escolhido e por isso foi apontado como aquele que levantaria o calcanhar contra o Ungido.
Em 1 Timóteo 6:15-16, Jesus é chamado de Senhor dos senhores: "A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém." Ele é o Potentado, significando que é o Todo-Poderoso... Somente Deus pode viver "na luz inacessível". Isso é atribuído a Cristo. Ele é o Deus eterno que habita na luz inacessível.
Jesus tem o poder de revelar ou esconder a salvação dos homens. Isso comprova Sua Divindade porque em todo o Velho Testamento, Deus é o único com poder para salvar e condenar. Mateus 11:26-27 diz: "Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar." Quando Cristo quer revelar a salvação, Ele o faz e se quiser escondê-la de outros homens, Ele o fará. A razão pela qual Ele pode declarar ou esconder a salvação é porque Ele é Deus. Ele tem o direito de dar a vida, quando o deseja, conforme João 5:21: "Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer." Ele não faz isso com todos. Ele ressuscita apenas os eleitos. Como poderia um mero homem mortal ressuscitar outro homem? Eu mesmo fico imaginando como isso poderia ser feito, a não ser que Jesus fosse Deus.
Visto como Cristo é onisciente, Ele pode responder as orações dos santos, o que somente Deus pode fazer. João 14:13 diz: "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho." (Confira 2 Coríntios 12:8-9) Como poderia um homem finito conhecer todas as orações dos discípulos, quando eles oram em toda parte e em diversas horas? Impossível, a não ser que Jesus seja Deus.
Ele não somente revela a salvação aos homens e responde as orações, mas também perdoa pecados. Somente Deus pode perdoar pecados. As passagens de Mateus 9:6; Marcos 2:9-10 e Lucas 5:24 respaldam isso. Ele pode perdoar pecados e somente Deus pode fazer isso: "Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa." Aqui os judeus ficaram admirados de quem seria esse homem que podia perdoar pecados. Por isso Ele lhes perguntou: "Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?" (Marcos 2:9) Para demonstrar Sua Divindade, Ele realizou as duas coisas, ambas impossíveis aos homens e somente possíveis a Deus.
Em todo o Velho Testamento, Deus ordena que os homens olhem para Ele, a fim de serem salvos e que depositem sua confiança Nele. Ele estendeu Sua mão a um povo rebelde, todo o tempo. Houve os que mantiveram sua fé e creram em Deus. Contudo, no Novo Testamento Jesus é o objeto da fé. Em João 14:1, Ele diz: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim." Ele se coloca igual a Deus. A mesma crença que o povo tinha em Deus deveria agora ser dada a Ele. Crer em Deus é crer em Cristo, pois ambos são o mesmo Deus. Seu poder é tão imenso e espantoso que Jesus pode chamar os homens para fora do túmulo, conforme lemos em João 5:28-29: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." Jesus tem tal poder sobre a morte que, o som de Sua voz, pode convocar os cadáveres em decomposição a atenderem Sua voz. E o Seu poder, no último dia, é registrado como sendo tão grande que esse dia não será igual a nenhum outro, conforme Mateus 24:20-21: "E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver." Ele vai voltar em poder e glória. O sol, a lua e as estrelas cairão do firmamento e Sua glória brilhará em todo o seu esplendor. Sua glória será tão radiante que o brilho do sol vai parecer insignificante.
A Adoração Dada a Cristo Comprova Que Ele é Deus
Adorar a Deus é tão importante que o Senhor gasta tempo, em toda a Bíblia, explicando como isso deve ser feito. Em Êxodo 20:1-7, lemos:
"Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão."
Aqui, encontramos o objeto, os meios e a maneira de adorar. Somente Deus deve ser adorado e nenhum outro deus deve ser tolerado. Adorar outros deuses é provocar a ira de Deus contra o pecador rebelde. Deus é enfático e explícito ao dizer que nenhum outro deus deve ser adorado porque Ele é o único Deus vivo e verdadeiro de todas as eras. Todos os outros deuses não passam de ídolos mudos. Em Deuteronômio 6:13-16, Moisés diz:
"O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra. Não tentareis o SENHOR vosso Deus, como o tentastes em Massá."
Deus fica irado quando Seu povo se desvia para adorar os falsos deuses. Sua ira se acende como um fogo. Juízes 2:12 diz: "E deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o SENHOR à ira." Quando isso acontece, o Senhor envia o julgamento sobre o pecado do Seu povo. Em Jeremias 1:16 e 7:18 lemos: "E eu pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram diante das obras das suas mãos... Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira." O povo de Deus deve desprezar os deuses estranhos dos pagãos, como fizeram os amigos de Daniel, segundo lemos em Daniel 3:18: "E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste." Paulo observa que existe um só Deus verdadeiro, em 1 Coríntios 8:5-6: "Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele." Tudo isso é mostrado para que saibamos que somente Deus deve ser adorado. Adorar qualquer outro que não seja o Deus vivo e verdadeiro é quebrar a Lei do Senhor e desobedecer-Lhe com o hediondo pecado da rebelião.
Também é importante lembrar que Deus não divide a Sua Glória com outro deus. Isaías 42:8 diz: "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura." Somente é aceitável adorar o Deus verdadeiro e nenhum outro. Mesmo assim, Jesus é sempre adorado em todo o Novo Testamento e até mesmo do Velho Testamento, por meio da profecia. Este fato é notável por duas razões: 1) Jesus permitiu ser adorado, o que significa que Ele é Deus e sabia disso; 2) Somente Deus deve ser adorado e centenas de Escrituras sobre este assunto o comprovam. Ele compartilha da glória divina. Deus só divide Sua glória com Ele. Se Jesus não é Deus, então exatamente neste ponto toda a fé cristã desmorona e se transforma em nada.
Jesus diz aos Seus discípulos que eles deveriam crer em Deus como o seu objeto de fé. Contudo, em João 14:1 Ele diz: "Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim." Crer em Deus é um ato de adoração e confiança em Seu Nome. Jesus ordenou que creiamos Nele como cremos em Deus. O elemento de fé é o mesmo. Nesta confiança, Jesus é exaltado. A profecia do Velho Testamento referente ao Filho, no Salmo 2:12 pode ajudar: "Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam." Os que confiam no Filho são chamados de bem-aventurados. Ele deve ser beijado [isto é, adorado de joelhos] e Nele devemos confiar porque Jesus é Deus.
Jesus Cristo deve ser honrado da mesma maneira como o Pai, conforme é demonstrado em João 5:23: "Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou." Ambos devem ser adorados, o que não seria legítimo, se Jesus não fosse Deus. Se isso acontecesse estaríamos dando honra a um simples homem mortal, uma honra que é devida somente a Deus.
Não apenas os homens devem adorar ao Senhor Jesus, mas também os anjos são ordenados a fazê-lo, conforme Hebreus 1:6: "E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem." De fato, todos os anjos, homens e criaturas são comandados a dobrar os joelhos para adorá-Lo, conforme Filipenses 2:9-11: "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai."
Também lemos em Apocalipse 5:13: "E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre". O Cordeiro, Jesus Cristo, deve ser adorado para todo o sempre! Porque Jesus é Deus!
Ele sempre foi adorado: um leproso o adorou, conforme Mateus 8:2: "E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo." Em Mateus 9:18, vemos que um líder o adorou: "Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá." Em Mateus 28:9,17, após Sua ressurreição, as mulheres O adoraram: "E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. E, quando o viram, o adoraram e alguns duvidaram." (A idéia de que alguns duvidaram é inacreditável!). Os demônios O adoraram, como aconteceu com o possesso gadareno: "E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o." (Marcos 5:6) No caminho de Emaús, dois discípulos O adoraram, conforme Lucas 24:52: "E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém." Até mesmo o cego de nascença, quando O encontrou, O adorou: "Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou."
Jesus permitiu que os homens O adorassem e admitiu essa adoração. Essa era uma razão para um israelita ser apedrejado e por isso os judeus quiseram apedrejar Jesus. Demônios, anjos, leprosos, gentios, judeus, Seus próprios discípulos e outros O adoraram. Sempre e sempre vemos que Jesus foi adorado e todos os que O adoraram agiram corretamente. Ele merecia essa adoração porque Jesus é Deus!
A Pré-Existência do Filho
A última área que eu gostaria de acrescentar é mais notável do que tudo o mais, ou seja, a natureza pré-existente do Filho de Deus. Aqui vemos que Jesus, o Filho de Deus, sempre existiu. Ele não é um ser criado na natureza de Sua Divindade como Filho, mas Ele mesmo usou Sua Divindade para criar a carne de Jesus Cristo. A Bíblia não apóia o arianismo. Jesus não é o primeiro ser criado, mas o único Ser auto-suficiente, o Deus que sempre existiu, infinitamente.
Em João 3:13 vemos que o Filho sobe e desce do céu: "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu." Conforme Sua imanência, vemos que Sua origem é "do céu" e que do céu Ele "desceu". Isso é reiterado em João 6:38:"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." Se isso não fosse verdade, Jesus teria dito que nasceu de Maria e José, a fim de fazer a vontade do Pai que O enviou.
Ele ainda atesta que ninguém viu o Pai, exceto Ele: "Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai." (João 6:46) Isso mostra que Jesus sabia de Sua natureza divina, e que Ele estava com o Pai, antes da formação do mundo. Somente Ele viu o Pai e sua residência com o Pai é atestada em João 6:62. Aqui Jesus sobe ao céu, de onde veio: "Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?" Ora, se estas palavras não são bastante claras, o Eterno Logos do Evangelho de João diz aos judeus: "Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." (João 8:23) Se esta declaração fosse falsa, todo o cristianismo e todos os cristãos, desde o tempo de Cristo até agora, estariam participando de uma farsa. Eles iriam apresentar-se como sendo o povo mais estúpido e ignorante de todos os tempos. Em vez disso, os discípulos jamais se abstiveram dessa declaração porque bem conheciam a verdade da mesma. Não somente Cristo havia comprovado isso, como eles também a haviam testemunhado a divindade Dele no Monte da Transfiguração.
Sua afirmação permanece, de ter Ele residido com o Pai, segundo João 8:42: "Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou." Ele tinha uma íntima relação com o Pai, o que comprova a Sua eterna Divindade... Também em João 16:28, lemos: "Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai." Como o Pai é Deus, Jesus saiu do Pai e regressou à exclusiva relação com Ele, isso comprova, maravilhosamente, a Sua pré-existência eterna, como o Filho de Deus. Se Jesus Cristo não é Divino, então o Pai também não o é, pois ambos são UM.
Conclusão
Nesta breve pesquisa, o leitor inteligente não pode duvidar das afirmações das profecias referentes a Cristo; dos escritores da Bíblia e dos seus testemunhos sobre Cristo; dos registros daqueles que se opunham a Cristo (os quais queriam matá-Lo por causa de suas afirmações); dos que O adoraram e das afirmações do próprio Cristo. A verdade é que as profecias da Bíblia, os discípulos, os ouvintes, os seguidores, os oponentes e as palavras do próprio Cristo [pelas quais seremos julgados] apontam para o inegável fato de que todos sabiam que Jesus Cristo é Deus. Eles O odiavam por causa disso ou então O adoravam. Jesus sabia que Ele é Deus. Ele confirmou isso através de Suas palavras, ações e testemunho da verdade. Ninguém pode chamar Cristo de "um bom Mestre". Essa é a voz de quem não é inteligente. Jesus Cristo não é "um bom Mestre" nem um "Homem Moral". Isso não está em questão. Você pode fazer apenas uma escolha: ou Ele é o Senhor do Céu e da Terra, o Justo Juiz do mundo, ou então Ele não passa de um lunático, um louco, um enganador pior do que o diabo. Como você vai decidir chamá-Lo?
Fica evidente, no material acima, que muita coisa foi esquecida. Parecia-me que em certos pontos eu fui repetitivo e monótono. Eu até pensei em retirar alguns pontos deste artigo, em consideração ao leitor e pela possibilidade de ter usado idéias cíclicas e recorrentes. Mas foi isso exatamente o que eu tentei fazer. Os que acham que Jesus foi apenas um bom Mestre ou um exemplo de moralidade, não estão levando em conta os registros bíblicos. As Escrituras afirmam continuamente a Divindade de Cristo. Este é um fato inegável no registro bíblico.
Pense nisto: a palavra escrita confirmando essas coisas não pode ter sido escrita por demônios ou homens perversos. Os demônios são diabos e os homens maus não iriam registrar a bondade de Cristo de um modo tão brilhante, nem iriam apresentá-Lo como o poderoso e Divino Filho do Deus Vivo. Eles não teriam descrito o homem como um ser tão desprezível e maligno, condenado ao inferno, perdido e amaldiçoado por toda eternidade, se tivessem escrito estas páginas para enganá-los. Certamente não teriam escritos coisas ruins sobre eles mesmos e seus companheiros e escrito coisas tão maravilhosas sobre Jesus Cristo. Isso não faria qualquer sentido. Nem ainda poderia a Bíblia ter sido escrita por homens piedosos ou santos anjos, sem o poder do Espírito Santo. Nenhum homem poderia ter escrito um bom livro sem dizer algumas mentiras, a fim de enganar o leitor, dizendo: "Assim diz o Senhor", enquanto o que dizem é de sua pura lavra. [NT: Como os carismáticos andam fazendo agora.] Se o fizessem não iriam se tornar homens bons, de modo algum, mas demoníacos e malignos, conforme estamos voltando ao ponto anterior. Em vez disso, a Bíblia é o registro da própria revelação de Deus aos homens, para que esses homens perdidos em seus pecados possam possa buscar, esperançosamente, o Redentor dos homens, o homem-Deus, Jesus Cristo. O testemunho de Jesus Cristo como Deus é o único meio pelo qual importa que sejamos salvos da futura ira divina (Atos 4:12). A ira do Cordeiro será horrenda contra os que estão perdidos. Eles correrão para as montanhas, implorando que os montes caiam sobre eles, para se livrarem da ira do Cordeiro. Contudo, o Senhor colocou ao alcance de todos um meio para os que desejam escapar da destruição que os aguarda. A resposta se encontra em Jesus Cristo, o Deus de todas as eras. Que olhem para Ele todos os quadrantes da Terra, para serem salvos... [Porque Jesus Cristo é Deus!].
Autor: Dr. C. Matthew McMahon
Tradução: Mary Schultze, http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Data da publicação: 18/2/2008
Revisão: Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/divindade.asp
Fonte: www.palavraprudente.com.br
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